Acreditamos no tempo como material de projeto.
O concreto que absorve décadas fica mais bonito do que saiu da fôrma. A pedra escurece com a chuva e não pede desculpas pela sua presença. A casa que os filhos herdam carrega mais história do que no dia em que ficou pronta, e por isso mais valor. Desenhamos contando com isso.
Trabalhamos com materiais que dizem a verdade: concreto aparente, pedra e vidro. Cada um aparece como é, sem imitar o que não é.
Viemos de duas tradições. Do brutalismo paulista, o concreto como ideia: a estrutura à vista, a grande cobertura, o chão que continua por baixo da casa. Do Rio da Prata, o temperamento: o volume que se contém. Relemos as duas.
Cada projeto parte do lugar antes de partir do programa. A topografia é o primeiro argumento; a vista e a orientação já são arquitetura antes de qualquer linha. O terreno fala antes de nós.
Temos uma linguagem reconhecível e não abrimos mão dela: um ponto de vista formado desde 2003. O programa é do cliente; a arquitetura é nossa. Ouvimos muito antes de desenhar, e é assim que as duas coisas se encontram.
Estamos na Serra Gaúcha. Há projetos nossos no Brasil e em outros oito países.
Projetamos para a próxima geração.